Verenigd Koninkrijk / 19-03-2017

Google permite que vídeos antissemitas continuem a ser acessíveis para visualização no YouTube

source: guardian


Google se recusou a remover conteúdo antissemita virulento de sua plataforma de vídeo no YouTube e isto em violação clara da sua própria política e da lei.

 

"Havas", uma das maiores agencias de publicidade do mundo, atraiu centenas de clientes britânicos da Rede da mídia do Google, na quinta-feira, depois de relatos no Times que conforme ele, os contribuintes e grandes marcas apoiaram, sem saberem, aos elementos extremistas através do financiamento de seus anúncios. Dezenas de outras marcas também interromperam seus contratos de negócio com a rede.

 

A extensão total do fracasso do Google para agir contra o incitamento na rede ganha maior exposião hoje - um novo estudo mostra que mais que 200 vídeos antissemitas foram publicados  e patrocinados pelo YouTube.

 

No início desta semana, o Google se recusou a remover o vídeo antissemita que a comissão relatou ao YouTube, dizendo que ele era a favor da "liberdade de expressão e o livre acesso à informação".  Um gerente sênior da empresa alegou aos membros do parlamento que o vídeo que foi chamado de "Os judeus admitem sua responsabilidade pelo genocídio dos brancos" não violaram a política de uso do site cujos gestores estão só comprometidos a remover vídeos que incentivam a violência ou a apoiam.

 

De acordo com advogados, além de indivíduos que foram responsáveis ​​pela publicação do conteúdo ofensivo, o próprio Google também pode ser solicitado a responder por incitação, no caso de uma condenação. James Parry, do escritório de advocacia Welch Lacey Solicitors, disse: "Se as idéias exibidas ( no vídeo clipe) fossem expressas por qualquer pessoa públicamente, não há dúvida de que seria considerado como um ato de crime de ódio, alegando que esses comentários tinham a intenção de causar ódio racial ou religioso ou promover tal ódio".

 

Na política contra o incitamento do YouTube foi proclamado: "Nós permitiremos a incitação. (Isto) não é aceitável publicar comentários ofensivos ou de ódio contra um grupo de indivíduos baseado apenas em sua origem nacional ou filiação étnica-religiosa".

 

Publicidades removidas do Google:

 

• A agência de publicidade Havas

• O Gabinete do Governo

• A Corporação do BBC

• A cadeia de comida-rápida (fast-food) McDonald

• A Companhia Audi de carros

• A empresa L'Oréal de cosméticos

• A cadeia de supermercados Sainsbury

• Transport for London - a Autoridade de Transportes Públicos de Londres (TfL)

• A Conduta da Autoridade Financeira - A Autoridade da Bolsa de Valôres Inglêsa (FCA)

• O Canal 4 Channel 4

• O jornal The Guardian