Nações Unidas / 16-03-2017

Relatório da ONU: Israel estabeleceu um regime de apartheid

source: ynet


O Comitê Socio-Economico da Organização das Nações Unidas para a Ásia Ocidental, divulgou um relatório que afirma que Israel estabeleceu um regime de apartheid que domina todo o povo palestino. Os autores do relatório apontam, entre outras coisas, a Lei do Retorno que discrimina os refugiados palestinos e escreveu que a lei militar aplica-se a 6,6 milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia e em Gaza, enquanto que a lei israelense se aplica aos israelenses que vivem no lado ocidental.

 

Na chefia do comitê que escreveu o relatório está Rima Khalaf, jordaniana, conhecida por seu antissemitismo e anti-Israelismo. O título do relatório é "A política de Israel em relação aos palestinos e a questão do apartheid", que inclui detalhes da lei e da política de Israel que prova supostamente, que Israel mantém um regime de apartheid.

 

Entre outras coisas, foi escrito que a Autoridade das Terras de Israel (KKL) administra as terras do Estado, que somam 93 por cento das terras de dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas de Israel, e de acordo com a lei é proibido o uso da terra, seu desenvolvimento ou a propriedade por não-judeus.

 

De acordo com os autores do relatório, a engenharia demográfica também é outra área que serve a intenção de Israel de preservar o Estado judeu. Também é mencionado que a Agência Judaica e as organizações sionistas estão trabalhando para trazer a Israel exclusivamente judeus. Também disse que a lei israelense permite aos assentamentos judaicos rejeitar pedidos dos palestinos de morarem lá.

 

 

Segundo os autores do relatório, a divisão estratégica do povo palestino (Gaza e Cisjordânia) é um princípio sistemático segundo a qual Israel impõe um regime de apartheid, enquanto que a divisão foi destinada a enfraquecer a vontade e a capacidade de resistência dos palestinos.

 

O relatório acrescentou que cerca de 300 mil palestinos que vivem na Jerusalém Oriental estão experimentando a discriminação no acesso à educação, saúde, emprego, habitação e direitos de construção. Eles também sofrem de deportação e destruição de casas que servem a política israelense para criar um equilíbrio demográfico em favor dos moradores judeus.

 

O relatório explica que o termo "Crime de apartheid", que destaca as semelhanças com o regime de separação e a discriminação que existia na África do Sul, tange às operações desumanas realizadas para criar e ganhar o controle por um grupo racista de umas pessoas sobre as outras e outros grupos raciais ou indivíduos  que desencadeiam a opressão sistemática. Este é um crime contra a humanidade no âmbito do direito internacional e do Estatuto de Roma do Tribunal Internacional penal em Roma.